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Sim, meus caros, o anúncio da NET no Metro Point de hoje estava pegando fogo. Foi a primeira impressão que eu tive. E como dizem que “a primeira impressão é a que fica”… foi a que ficou. 

A empresa comprou a última página inteira do jornal, onde se lê, em cima, “Informe Publicitário”, para mim, o anúncio era a página inteira, oras, e não somente o miolo da página, onde estava o homem da Sibéria.

“Internet é Net. E se isso não for verdade, que esse anúncio pegue fogo”, era o que se lia no pseudo anúncio, dentro do verdadeiro anúncio, que era a página inteira. Olha, pra ser sincera, Internet até pode ser Net. Na parte de Internet não tenho tantos problemas assim com a empresa. O mesmo não posso dizer da TV (que falha com freqüência) e muito menos do serviço de telefonia, que me leva direto para o mundo isolado da Sibéria.

Hoje, me ligaram para saber se eu estava satisfeita com o serviço deles. Um pouco antes de uma moça me entregar o referido jornal em um farol de trânsito. Eu estava dirigindo, mas fiz questão de adiantar que não estava satisfeita, mas que não podia falar naquele momento. Pedi para que ela ligasse dali a uma hora. Isso foi na manhã de ontem. Até agora estou esperando o telefonema. É compreensível, afinal, na Sibéria, onde me encontro, é assim, as coisa demoram para acontecer e um telefonema é um grande evento.

Swaruska!

alianças

Texto publicado de minha autoria no Vila das Palavras em 28 de março.

Recentemente, recebi uma mala-direta do cartão de crédito Diners dizendo que em breve eu receberia uma proposta especial. Depois de uns dois dias, veio uma outra mala-direta, quando eu abri, havia um pedido de casamento, e as alianças vinham em destaque. Mais uns dois dias, e recebo o convite de casamento, com o meu nome e do Citibank como noivos. Achei o material muito bacana.

As intenções do noivo pareciam as melhores: livre de taxas durante um ano, boas taxas de juros, proposta de empréstimo bancário. Um pacote completo. Não vou negar que fiquei bem impressionada com “o moço”. Mas como não sou uma garota fácil, não respondi ao pedido. Eis que o noivo insiste e liga para mim. Eu não preciso ir até ele. Ele virá até mim para consumarmos o casamento. Como o Itaú tem me decepcionado um pouco, resolvi aceitar a visita do Citi, e conferir pessoalmente a seriedade de sua proposta, se ele realmente queria me assumir como cliente.

Pois bem. Marquei a conversa para uma segunda-feira à tarde, no meu trabalho. O Citi, muito simpático, me convenceu, e casei ali mesmo, tendo os meus funcionários como testemunha. Assinei a papelada. Entreguei os documentos. E ele disse que entraria em contato para combinarmos como ficaria o nosso relacionamento. Acho que levei um bolo do noivo, depois do casamento. E, até agora, aguardo a lua-de-mel. Só hoje, liguei para o Citi três vezes. Ele me ignorou. Disse que estava ocupado, me ligava mais tarde. Nada.

Estou com vontade de pedir anulação do casamento. Acho que tenho direito. Afinal, o fato ainda não se consumou. Pelo menos, não para mim. Estou pensando seriamente em ficar com o Itaú mesmo, que pisa na bola de vez em quando, não oferece tudo o que eu desejo, mas já é meu velho companheiro de quase 10 anos e eu já conheço as suas manias.

Ai, ai… Como será o meu relacionamento depois desse um ano sem cobranças? Que meda!

Moral da história: quando a esmola é demais, o santo desconfia.