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Sim, meus caros, o anúncio da NET no Metro Point de hoje estava pegando fogo. Foi a primeira impressão que eu tive. E como dizem que “a primeira impressão é a que fica”… foi a que ficou. 

A empresa comprou a última página inteira do jornal, onde se lê, em cima, “Informe Publicitário”, para mim, o anúncio era a página inteira, oras, e não somente o miolo da página, onde estava o homem da Sibéria.

“Internet é Net. E se isso não for verdade, que esse anúncio pegue fogo”, era o que se lia no pseudo anúncio, dentro do verdadeiro anúncio, que era a página inteira. Olha, pra ser sincera, Internet até pode ser Net. Na parte de Internet não tenho tantos problemas assim com a empresa. O mesmo não posso dizer da TV (que falha com freqüência) e muito menos do serviço de telefonia, que me leva direto para o mundo isolado da Sibéria.

Hoje, me ligaram para saber se eu estava satisfeita com o serviço deles. Um pouco antes de uma moça me entregar o referido jornal em um farol de trânsito. Eu estava dirigindo, mas fiz questão de adiantar que não estava satisfeita, mas que não podia falar naquele momento. Pedi para que ela ligasse dali a uma hora. Isso foi na manhã de ontem. Até agora estou esperando o telefonema. É compreensível, afinal, na Sibéria, onde me encontro, é assim, as coisa demoram para acontecer e um telefonema é um grande evento.

Swaruska!

A NET realmente é persistente. O mundo avançou. Telefone é coisa do passado, e para irmos nos acostumando, a NET continua com o seu programa “O Mundo é dos Nets”. Você tenta ligar uma vez, não consegue, mas insiste, porque são anos de vício. Eu nasci usando telefone. Deixar o vício de lado não é tarefa fácil. Por isso, para conseguir uma ligação, você tem de tentar umas 20 vezes. No começo, era o que eu fazia. Depois fui diminuindo as tentativas. Hoje, na segunda tentativa, já desisto. Mas como a Claro ainda não aderiu ao programa, mesmo porque eles são dependentes do telefone também, como negócio da empresa, eu apelo para o meu Claro, que nunca me deixa na mão. A conta é que vai vir astronômica. A culpa é minha, não é? Quem manda ser viciada em telefone.

Perdi as contas de quantas cartas já mandei para o jornal Folha de S.Paulo para resolver o meu problema junto à NET. Todas as vezes a Folha me ajudou, e muito. Mas é, no mínimo, ridículo que eu tenha de apelar para a imprensa para resolver um problema com uma empresa. Isso mostra como somos desprestigiados pela NET, principalmente, como consumidores.

Fico com os nervos à flor da pele cada vez que penso que eu tenho de ligar de novo para reclamar de alguma coisa. Desta vez, é o telefone. Está uma vergonha. Não consigo ligar, não consigo receber. Não é bem assim, é mais complexo. Eu consigo ligar, mas fica mudo. Eu consigo receber, mas continua mudo. Talvez deva conversar com quem está do outro lado por telepatia. Vai ver é essa agora a missão da NET, desenvolver essa capacidade nos seres humanos. Ironias, ironias. Brincadeiras. É essa a forma que encontro para não ficar tão nervosa, mais ainda.

Às vezes, depois de muita insistência, consigo falar com meu interlocutor. Depois da décima tentativa. Outras vezes, estou com menos paciência e apelo para o meu celular, que vai vir com uma conta astronômica este mês, tantas as vezes que eu tive de apelar para o meu Claro.

A coisa é ainda pior quando você quer falar com outra pessoa que tenha uma linha NET Fone. Aí é quase impossível se comunicar. Vinte, trinta tentativas. Será que é porque este tipo de ligação é gratuita? Aí eles dificultam tudo? Não sei, o que eu sei é que nem nos primórdios da telefonia uma linha telefônica funcionava tão mal quanto o NET Fone. Se a culpa é da Embratel ou da Net, eu não sei. O que eu sei é que eu comprei o serviço pela NET, e eles deveriam zelar pelo serviço que oferecem aos seus clientes.

Deixe aqui a sua reclamação sobre a NET, se você, como eu, está inconformado!

lu.oncken@yahoo.com.br