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Acabei não contanto o fim do meu casamento com o Citi. Uma história curta e infeliz. Um dia, farta dos canos que eu levava dele – mais uma vez a minha conta de telefone não tinha entrado no débito automático e eles haviam descontado o valor do seguro que eu havia cancelado – resolvi dar um fim na história. Fui até o Citi no meu horário de almoço decidida de que aquele seria nosso último encontro. Fui atendida pela moça da recepção, porque acho que perdi importância para ele, e agora eu era só uma mulher chata e exigente, e não mais uma pessoa disposta a investir naquela relação. Pois bem, paguei os tais R$ 50,00 do seguro cancelado para não ter mais problemas, e assinei o cancelamento do débito automático da conta da Claro, débito que nunca havia sido feito na minha conta, o que me ocasionou perda de pontos no meu Claro Club. Pois bem, e saí, feliz da vida com a minha decisão. E, assim, foi, a gerente não se despediu. Eu já não era mais ninguém para o Citi.

Mas eis que alguns dias depois recebo uma ligação do Citi. O tal débito automático havia entrado na minha conta, que ficou negativa por um período, o tal débito que quando eu quis que fosse feito nunca foi feito. E tive de voltar, pagar juros, assinar tudo de novo. E dar um ponto final nesta história que foi pura perda de tempo na minha vida.

Fico com o Itaú. Feliz, na medida do possível. Bancos não são todos iguais, mas todos querem a mesma coisa: o seu dinheiro ou as suas dívidas.

Estava bem frio o casamento com o Citi. O Itaú ainda é presença marcante na minha vida. Mudar não é fácil. Eu e o Itaú temos muitas coisas juntos. E ele está sempre por perto. É acessível em qualquer lugar. É prático. Podemos nos relacionar de forma fácil, fácil pela Internet. Além de tudo, temos a nossa história juntos.

O Citi está tão distante e ainda por cima pisou na bola na semana passada. Descontou da conta, que eu nem sequer movimento ainda, um seguro que eu havia cancelado. E teve outra: a conta da Claro que devia estar no débito automático, não estava, e, se eu não pergunto, fico com a conta em aberto. Quando percebi, corri para o Itaú e paguei por lá.

Só não cancelei a conta, ou melhor, só não dei um fim neste casamento e devolvi as alianças porque o rapaz que me atendeu pelo telefone foi muito atencioso, o Thiago. Se não… era o fim de uma história.

* Continuação dos post “Citi ou Itaú?”.

alianças

Texto publicado de minha autoria no Vila das Palavras em 28 de março.

Recentemente, recebi uma mala-direta do cartão de crédito Diners dizendo que em breve eu receberia uma proposta especial. Depois de uns dois dias, veio uma outra mala-direta, quando eu abri, havia um pedido de casamento, e as alianças vinham em destaque. Mais uns dois dias, e recebo o convite de casamento, com o meu nome e do Citibank como noivos. Achei o material muito bacana.

As intenções do noivo pareciam as melhores: livre de taxas durante um ano, boas taxas de juros, proposta de empréstimo bancário. Um pacote completo. Não vou negar que fiquei bem impressionada com “o moço”. Mas como não sou uma garota fácil, não respondi ao pedido. Eis que o noivo insiste e liga para mim. Eu não preciso ir até ele. Ele virá até mim para consumarmos o casamento. Como o Itaú tem me decepcionado um pouco, resolvi aceitar a visita do Citi, e conferir pessoalmente a seriedade de sua proposta, se ele realmente queria me assumir como cliente.

Pois bem. Marquei a conversa para uma segunda-feira à tarde, no meu trabalho. O Citi, muito simpático, me convenceu, e casei ali mesmo, tendo os meus funcionários como testemunha. Assinei a papelada. Entreguei os documentos. E ele disse que entraria em contato para combinarmos como ficaria o nosso relacionamento. Acho que levei um bolo do noivo, depois do casamento. E, até agora, aguardo a lua-de-mel. Só hoje, liguei para o Citi três vezes. Ele me ignorou. Disse que estava ocupado, me ligava mais tarde. Nada.

Estou com vontade de pedir anulação do casamento. Acho que tenho direito. Afinal, o fato ainda não se consumou. Pelo menos, não para mim. Estou pensando seriamente em ficar com o Itaú mesmo, que pisa na bola de vez em quando, não oferece tudo o que eu desejo, mas já é meu velho companheiro de quase 10 anos e eu já conheço as suas manias.

Ai, ai… Como será o meu relacionamento depois desse um ano sem cobranças? Que meda!

Moral da história: quando a esmola é demais, o santo desconfia.