Acabei não contanto o fim do meu casamento com o Citi. Uma história curta e infeliz. Um dia, farta dos canos que eu levava dele – mais uma vez a minha conta de telefone não tinha entrado no débito automático e eles haviam descontado o valor do seguro que eu havia cancelado – resolvi dar um fim na história. Fui até o Citi no meu horário de almoço decidida de que aquele seria nosso último encontro. Fui atendida pela moça da recepção, porque acho que perdi importância para ele, e agora eu era só uma mulher chata e exigente, e não mais uma pessoa disposta a investir naquela relação. Pois bem, paguei os tais R$ 50,00 do seguro cancelado para não ter mais problemas, e assinei o cancelamento do débito automático da conta da Claro, débito que nunca havia sido feito na minha conta, o que me ocasionou perda de pontos no meu Claro Club. Pois bem, e saí, feliz da vida com a minha decisão. E, assim, foi, a gerente não se despediu. Eu já não era mais ninguém para o Citi.

Mas eis que alguns dias depois recebo uma ligação do Citi. O tal débito automático havia entrado na minha conta, que ficou negativa por um período, o tal débito que quando eu quis que fosse feito nunca foi feito. E tive de voltar, pagar juros, assinar tudo de novo. E dar um ponto final nesta história que foi pura perda de tempo na minha vida.

Fico com o Itaú. Feliz, na medida do possível. Bancos não são todos iguais, mas todos querem a mesma coisa: o seu dinheiro ou as suas dívidas.

Sim, meus caros, o anúncio da NET no Metro Point de hoje estava pegando fogo. Foi a primeira impressão que eu tive. E como dizem que “a primeira impressão é a que fica”… foi a que ficou. 

A empresa comprou a última página inteira do jornal, onde se lê, em cima, “Informe Publicitário”, para mim, o anúncio era a página inteira, oras, e não somente o miolo da página, onde estava o homem da Sibéria.

“Internet é Net. E se isso não for verdade, que esse anúncio pegue fogo”, era o que se lia no pseudo anúncio, dentro do verdadeiro anúncio, que era a página inteira. Olha, pra ser sincera, Internet até pode ser Net. Na parte de Internet não tenho tantos problemas assim com a empresa. O mesmo não posso dizer da TV (que falha com freqüência) e muito menos do serviço de telefonia, que me leva direto para o mundo isolado da Sibéria.

Hoje, me ligaram para saber se eu estava satisfeita com o serviço deles. Um pouco antes de uma moça me entregar o referido jornal em um farol de trânsito. Eu estava dirigindo, mas fiz questão de adiantar que não estava satisfeita, mas que não podia falar naquele momento. Pedi para que ela ligasse dali a uma hora. Isso foi na manhã de ontem. Até agora estou esperando o telefonema. É compreensível, afinal, na Sibéria, onde me encontro, é assim, as coisa demoram para acontecer e um telefonema é um grande evento.

Swaruska!

Para variar um pouquinho, resolvi também destacar o que é bom. É bom o atendimento da Flor, loja que fica na Alameda Lorena, mas que acaba de abrir um filial no Shopping Cidade Jardim. E que também tem uma loja em Ribeirão Preto. A Flor, nome gostoso, cheiroso, nome bom. A Flor tem um bom atendimento, uma coleção maravilhosa.

Havia começado assim este post, e não dei continuidade. Agora, eu posso dar. Porque o atendimento não era tão bom quanto aparentava É engraçado como um detalhe pode estragar tudo. E a Flor, que era maravilhosa, murchar.

Comprei algumas peças. Na verdade, fui para comprar uma bota. Apesar de não haver nenhuma indicação na vitrine, a vendedora me informou sobre a promoção. Se eu comprasse uma peça, recebia 20% de desconto; se comprasse duas, 30%. E se comprassse três ou mais: 40%. Portanto, escolhi mais duas peças para ter direito ao desconto maior.

Entre as peças, havia uma calça feita pra gente gigante. Tive de fazer a barra, é claro, porque daria para duas de mim, apesar de não ser tão baixa, tenho quase um metro e setenta de altura. A moça logo informou que eles faziam a barra, mas não disse, em nenhum momento, que o serviço era cobrado.

Quando fui buscar a peça, a surpresa: R$ 10,00 pelo serviço. Paguei, mas saí com uma sensação estranha. Acho que o cliente deve ser avisado de tudo, sabe? E, outra, não sei porque esse pessoal faz calça para gigantes. A estatura média da brasileira não é tão alta assim. Parece de propósito. Não estou inconformada pelos R$ 10,00, mas sim pelo fato de não ter sido avisada antes da cobrança.

Além de ter pago, a barra ficou comprida. Tive de mandar fazer novamente. E quando cheguei na loja para deixar a calça novamente, nem uma semana depois, outra surpresa: a loja estava toda com 50% de desconto, não importanto quantas peças você levasse, uma ou dez. Mais uma vez, me senti enganada. Se fosse nos EUA (eles estão anos luz a frente neste quesito, sem que para isso precisem de um Código de Defesa do Consumidor), eles devolveriam a diferença do que eu paguei uma semana antes.

Fica aí, a mensagem para a Flor.

Estava bem frio o casamento com o Citi. O Itaú ainda é presença marcante na minha vida. Mudar não é fácil. Eu e o Itaú temos muitas coisas juntos. E ele está sempre por perto. É acessível em qualquer lugar. É prático. Podemos nos relacionar de forma fácil, fácil pela Internet. Além de tudo, temos a nossa história juntos.

O Citi está tão distante e ainda por cima pisou na bola na semana passada. Descontou da conta, que eu nem sequer movimento ainda, um seguro que eu havia cancelado. E teve outra: a conta da Claro que devia estar no débito automático, não estava, e, se eu não pergunto, fico com a conta em aberto. Quando percebi, corri para o Itaú e paguei por lá.

Só não cancelei a conta, ou melhor, só não dei um fim neste casamento e devolvi as alianças porque o rapaz que me atendeu pelo telefone foi muito atencioso, o Thiago. Se não… era o fim de uma história.

* Continuação dos post “Citi ou Itaú?”.

Este sábado, dia 28 de junho, teve leilão on line da GM, de um Prisma. Idéia interessante. Para participar, era preciso se cadastrar no site da GM e responder a uma batelada de perguntas. Só faltava perguntarem o seu tipo sanguíneo. Muito bem. Cadastro feito. Eles mandariam um e-mail de confirmação e aí você poderia dar o seu lance. Perfeito? Não.

Passada uma hora… NADA. Ligamos para a GM. A moça disse que havia um congestionamento de cadastros e que eles literalmente não estavam dando conta. Não havia nada que ela pudesse fazer. Só restava esperar. Mais uma hora… NADA.

O leilão só ia até meio dia. E como o tal e-mail de confirmação não chegou até aquele horário, não pudemos dar o nosso lance certeiro.

Passou-se um dia, dois, três… NADA. Estamos esperando até agora o nosso e-mail, o tal, de confirmação. Quem sabe, para uma próxima oportunidade!

Ficamos nos sentindo meio traídos. Ficaram com os nossos dados. Todos. Um mailing bacana. E não houve retorno. Daqui a pouco, começa a chover a SPAM na nossa caixa postal.

A NET realmente é persistente. O mundo avançou. Telefone é coisa do passado, e para irmos nos acostumando, a NET continua com o seu programa “O Mundo é dos Nets”. Você tenta ligar uma vez, não consegue, mas insiste, porque são anos de vício. Eu nasci usando telefone. Deixar o vício de lado não é tarefa fácil. Por isso, para conseguir uma ligação, você tem de tentar umas 20 vezes. No começo, era o que eu fazia. Depois fui diminuindo as tentativas. Hoje, na segunda tentativa, já desisto. Mas como a Claro ainda não aderiu ao programa, mesmo porque eles são dependentes do telefone também, como negócio da empresa, eu apelo para o meu Claro, que nunca me deixa na mão. A conta é que vai vir astronômica. A culpa é minha, não é? Quem manda ser viciada em telefone.

Perdi as contas de quantas cartas já mandei para o jornal Folha de S.Paulo para resolver o meu problema junto à NET. Todas as vezes a Folha me ajudou, e muito. Mas é, no mínimo, ridículo que eu tenha de apelar para a imprensa para resolver um problema com uma empresa. Isso mostra como somos desprestigiados pela NET, principalmente, como consumidores.

Fico com os nervos à flor da pele cada vez que penso que eu tenho de ligar de novo para reclamar de alguma coisa. Desta vez, é o telefone. Está uma vergonha. Não consigo ligar, não consigo receber. Não é bem assim, é mais complexo. Eu consigo ligar, mas fica mudo. Eu consigo receber, mas continua mudo. Talvez deva conversar com quem está do outro lado por telepatia. Vai ver é essa agora a missão da NET, desenvolver essa capacidade nos seres humanos. Ironias, ironias. Brincadeiras. É essa a forma que encontro para não ficar tão nervosa, mais ainda.

Às vezes, depois de muita insistência, consigo falar com meu interlocutor. Depois da décima tentativa. Outras vezes, estou com menos paciência e apelo para o meu celular, que vai vir com uma conta astronômica este mês, tantas as vezes que eu tive de apelar para o meu Claro.

A coisa é ainda pior quando você quer falar com outra pessoa que tenha uma linha NET Fone. Aí é quase impossível se comunicar. Vinte, trinta tentativas. Será que é porque este tipo de ligação é gratuita? Aí eles dificultam tudo? Não sei, o que eu sei é que nem nos primórdios da telefonia uma linha telefônica funcionava tão mal quanto o NET Fone. Se a culpa é da Embratel ou da Net, eu não sei. O que eu sei é que eu comprei o serviço pela NET, e eles deveriam zelar pelo serviço que oferecem aos seus clientes.

Deixe aqui a sua reclamação sobre a NET, se você, como eu, está inconformado!

lu.oncken@yahoo.com.br

alianças

Texto publicado de minha autoria no Vila das Palavras em 28 de março.

Recentemente, recebi uma mala-direta do cartão de crédito Diners dizendo que em breve eu receberia uma proposta especial. Depois de uns dois dias, veio uma outra mala-direta, quando eu abri, havia um pedido de casamento, e as alianças vinham em destaque. Mais uns dois dias, e recebo o convite de casamento, com o meu nome e do Citibank como noivos. Achei o material muito bacana.

As intenções do noivo pareciam as melhores: livre de taxas durante um ano, boas taxas de juros, proposta de empréstimo bancário. Um pacote completo. Não vou negar que fiquei bem impressionada com “o moço”. Mas como não sou uma garota fácil, não respondi ao pedido. Eis que o noivo insiste e liga para mim. Eu não preciso ir até ele. Ele virá até mim para consumarmos o casamento. Como o Itaú tem me decepcionado um pouco, resolvi aceitar a visita do Citi, e conferir pessoalmente a seriedade de sua proposta, se ele realmente queria me assumir como cliente.

Pois bem. Marquei a conversa para uma segunda-feira à tarde, no meu trabalho. O Citi, muito simpático, me convenceu, e casei ali mesmo, tendo os meus funcionários como testemunha. Assinei a papelada. Entreguei os documentos. E ele disse que entraria em contato para combinarmos como ficaria o nosso relacionamento. Acho que levei um bolo do noivo, depois do casamento. E, até agora, aguardo a lua-de-mel. Só hoje, liguei para o Citi três vezes. Ele me ignorou. Disse que estava ocupado, me ligava mais tarde. Nada.

Estou com vontade de pedir anulação do casamento. Acho que tenho direito. Afinal, o fato ainda não se consumou. Pelo menos, não para mim. Estou pensando seriamente em ficar com o Itaú mesmo, que pisa na bola de vez em quando, não oferece tudo o que eu desejo, mas já é meu velho companheiro de quase 10 anos e eu já conheço as suas manias.

Ai, ai… Como será o meu relacionamento depois desse um ano sem cobranças? Que meda!

Moral da história: quando a esmola é demais, o santo desconfia.

TV

Este texto, de minha autoria, foi publicado no meu Vila das Palavras em fevereiro deste ano e também no Comunique-se. Foi reproduzido por diversos veículos, mostrando que as pessoas estão mesmo insatisfeitas.

Esta manhã acordei pensando naquela propaganda que diz “que o mundo é dos NETs”. Para quem não sabe o que é um NET, eu explico: os NETs são seres irracionais, como eu e meu marido, que continuam a pagar “a bagatela” de R$ 240,00 por mês por um serviço que funciona pela metade. Diga-se pela metade, como o rapaz do download incompleto da propaganda da “Festa do NETs”. O rapaz deveria ter protestado, assim como eu. Aliás, ele teve até sorte de conseguir fazer o download pela metade. Tem dias que eu não consigo ao menos acessar uma página ou assistir a um vídeo no You Tube. Tem dias, simplesmente, que o servidor não é encontrado.

Talvez eu e o meu marido NET não tenhamos entendido qual é este tal mundo dos NETs. O mundo em que eu me incluo, “por ser uma NET”, é um mundo sem telefone, sem televisão e sem Internet. Ou seja, sem chateações. É um mundo puro, sem interferências, como no passado, como o mundo de nossos ancestrais. Não é bonito isso que a NET quer trazer de volta para nós? O mundo NET é aquele em que somos obrigados a nos confrontar, a entrar em contato com o nosso eu, com o nosso mundo interior. Este é o mundo dos NETs, um mundo só nosso, porque não temos com quem trocar uma palavra, quando estamos sós, em casa. Um mundo em que não podemos fugir da realidade mergulhando no mundo da ficção. Um mundo que nos preserva da realidade do mundo lá fora. Afinal, tão violenta. Assim, eles nos dão algumas opções à loucura do mundo moderno: ficar em casa, lendo um velho e bom livro; meditar; ou sair e ir para um bar, conversar com os amigos. Acho uma atitude desprendida esta da NET, mesmo sendo uma empresa que vive da comunicação como negócio, incentivar a comunicação interperssoal, ou o conhecimento mais profundo de nós mesmos.

Você vê, começou com uma pequena falha em dois canais de relevância: Multishow e Warner. Depois, passou para o Telecine Action. Nas semanas seguintes, foi atingindo cada vez mais canais: Universal, GNT, Globo News, AXN, Discovery…Hoje, o número chegou a 37 canais. Quando tento sintonizá-los, vem a agradável mensagem:

- Sinal não encontrado. Se o problema persistir, chame a sua operadora…4044-7077

tv1

Olha só, a tática usada por esses sábios é, aos poucos, ir exterminando esse vício da televisão. Começam com doses homeopáticas e vão aumentando a intensidade, até você começar a perceber que pode viver sem ela. E se você tentar a fuga pelo telefone, eles dão um jeito na hora. Linha contínua. Não completa a chamada. Assim, você não pode nem ao menos reclamar e vai se acostumando ao mundo como ele era no início da criação. Não é interessante? E se você tentar a Internet. Cráu! Ela cai. O servidor não dá o ar das graças. Você não tem para onde ir. E começa a viagem ao interior do seu mundo interior.

Ainda em crise de abstinência, ontem, fui tentar ligar para reclamar. E foi exatamente o que aconteceu: o telefone não completava ligações. Consolei-me, por algum momento, com a Internet, até que a conexão caiu. Servidor não encontrado. Fui para a sala assistir a um dos poucos canais que me restaram. Não estava no clima de um livro; nem tão pouco de meditar; e estava sem telefone para marcar uma baladinha com os amigos. Eu até tentei, pelo celular (que não é NET), mas era uma segunda-feira, e eu dificilmente encontraria alguém disposto a sair de casa numa noite fria e chuvosa de verão. Mas a NET facilitou a minha escolha, porque diminuiu o número indecente de canais a minha disposição, que dificultava escolher apenas um.

Mais calma, hoje, resolvi ligar do meu telefone NET, que resolveu funcionar. Para minha surpresa, o atendimento foi rápido, diferentemente dos outros dias em que tentamos ligar pelo celular (porque não tinha telefone fixo funcionando), em que até desistimos de tanto esperar. E por maior que fosse a boa vontade (sem ironia) que o atendente Rodrigo tenha apresentado, todas as suas tentativas de solucionar o problema à distância falharam. Resta-me esperar a visitinha do técnico amanhã de manhã. Pelo menos, vou ter com quem conversar. Será que ele vai me “dar um bolo? Porque se for eu a “dar o bolo”, o Rodrigo me avisou, a visita será cobrada. Se forem eles, ainda segundo o atendente, tudo bem, fica por isso mesmo e marcamos para outro dia. Tudo para eu me acostumar à convivência com a minha pessoa.

Este é o mundo dos NETs. Se você acabou de contratar os serviços dessa empresa, bem-vindo ao clube. Swaruska!

Criei este espaço porque estou cansada. Cansada de reclamar. Cansada de ligar para os 0800 da vida, isso quando ainda encontramos um 0800. Na maioria das vezes, você paga para reclamar, num 4001, ou algo assim. Além de pagar, você demora para ser atendido, fica na fila, ouvindo a propaganda da empresa, e pagando por isso. E, demora mais ainda, para ser compreendido, depois de ser atendido. E você também paga pelo tempo que o atendente demora para compreender a sua reclamação. Você paga pelo serviço, paga pela falta dele. Paga para ser feito de bobo. E tudo custa muito caro. Este espaço não é só meu. Este é um blog colaborativo para todos os consumidores inconformados.

Mandem sua participação para: lu.oncken@yahoo.com.br